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Proposta reajusta remuneração de servidores do CNMP
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2517/11, do Ministério Público da União (MPU), que altera o plano de carreiras dos servidores do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), fixando novos valores para as remunerações.

O MPU argumenta que além de buscar a valorização dos servidores, a fim de atrair e manter profissionais qualificados e comprometidos com a instituição, o projeto vai corrigir discrepâncias salariais, as quais fazem com que atualmente servidores em fim de carreira tenham remunerações altas – devido a incorporações de vantagens pessoais – e recém-empossados, por outro lado, recebam valores “bem inferiores aos de outras carreiras com atribuições análogas no serviço público”.

Segundo o projeto, os integrantes dos cargos passam a ser remunerados exclusivamente por subsídio. Ainda conforme o texto, a atualização remuneratória será de 3% e 8%,

respectivamente, para os padrões iniciais e finais de técnico, e de 7% para o cargos de analista. Ainda de acordo com a proposta, a remuneração inicial e final para o cargo de analista passaria, respectivamente, para R$ 12.960,77 e R$ 19.800,00. No caso dos técnicos, os valores inicial e final seriam R$ 8.229,40 e R$ 12.571,95, respectivamente.

A proposta determina ainda uma redução, dos atuais 65% para 40%, na porcentagem paga a mais ao servidor do quadro efetivo que optar por manter a remuneração do cargo quando no exercício de cargo em comissão. Dessa forma, ao exercer um cargo em comissão nível 1, o servidor receberá, além da remuneração do cargo efetivo, R$ 2.250,87. Já o exercício de um cargo em comissão 7, último padrão, confere ao servidor R$ 6.310,85 adicionais.

Os valores das funções de confiança, que estão divididas em três padrões, variam de R$ 1.019,17 a R$ 1.690,32. Segundo o MPU, desde janeiro de 2010 o CNMP deixou de ser uma unidade orçamentária e passou a ter status de órgão autônomo, dotado de orçamento próprio.

Tramitação
O projeto será analisado conclusivamente pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Agência Camara
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Queda de braço na Esplanada

Os próximos dias serão decisivos para o rumo das negociações salariais entre governo e servidores públicos. Na quarta-feira, representantes da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) se reunirão com o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, para apresentar as reivindicações da categoria. No dia 24, será a vez de as 32 entidades nacionais representantes dos servidores do Executivo protocolarem uma proposta geral de aumento salarial, que será negociada conjuntamente por todos os servidores.
Proposta susta autorização para empresas públicas alterarem planos de carreira
A Câmara analisa proposta que susta a resolução do Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (CCE) que autoriza dirigentes de empresas públicas, sociedades de economia mista e outras empresas direta ou indiretamente controladas pela União a alterarem os próprios regulamentos internos e planos de cargos e salários.

Segundo o CCE, atualmente Departamento de Controle de Empresas Estatais (DEST), o objetivo da resolução 9/96 seria limitar ou excluir alguns tipos de vantagens e benefícios existentes nessas instituições, ressalvados os direitos adquiridos.

Data de admissão
De acordo com os autores da proposta (PDC 444/11), deputada Erika Kokay (PT-DF) e deputado Claudio Puty (PT-PA),no entanto, a resolução tem provocado injustiças. Ela cita como exemplo decisões que estabelecem remunerações diferentes para trabalhadores de uma mesma entidade, com cargos, funções e produtividade idênticas, simplesmente em razão da data de admissão.

“Há prejuízo evidente para os que foram contratados após a data usada como referência, em flagrante desrespeito ao princípio da igualdade”, afirmam os parlamentares. Eles explicam que a distinção em termos de remuneração deriva da imposição de percentuais diferenciados de adicionais, como o de férias ou o de insalubridade, no momento da renovação dos acordos coletivos de trabalho.

Kokay e Puty argumentam ainda que a resolução acabou se tornando um obstáculo para a concessão aos empregados públicos de vantagens trabalhistas superiores às previstas na lei, “impedindo por consequência a negociação coletiva”.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania; antes de ser votado pelo Plenário.



Agência Câmara de Notícias
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Após recesso, Câmara deve votar fundo de previdência de servidores federais

O primeiro projeto previsto para votação na Câmara depois do recesso parlamentar será o que cria o Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp). A proposta deverá ser analisada ainda em fevereiro, quando os deputados voltam do recesso. O Funpresp estabelece novas regras para as aposentadorias dos servidores. O valor máximo será o teto pago pela Previdência Social aos trabalhadores celetistas, que hoje é R$ 3,6 mil. Para ter direito a um benefício maior, o servidor deverá aderir ao fundo. As novas regras, no entanto, só serão válidas para aqueles que ingressarem no serviço público depois da sanção e entrada em vigor da nova lei.

Jornal do Brasil
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